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EDITORIAL DE 1 DE MARÇO DE 2015

NÃO, SRA. MINISTRA

Temos, enquanto estado democrático, as instituições a quem cabe a missão de fazer cumprir as leis, em função, supostamente, daquilo que é melhor para a defesa dos direitos dos cidadãos. De vez em quando, no entanto, parece que se pretende funcionar um pouco ao contrário: não tanto para a defesa dos direitos dos cidadãos, mas no sentido de ser mais fácil fazer cumprir a lei… deixando de considerar crime os crimes mais difíceis de controlar – mesmo que sejam, de facto, lesivos dos direitos dos cidadãos.
Aconteceu com a questão do aborto, que foi, desde o princípio, conduzida de forma abusiva: em lugar de descriminalizar o ato, como era proposto, passou-se a patrocinar e até a promover uma operação que mata impiedosamente um ser humano, quer se queira quer não. Isto, supostamente, porque havia mulheres a recorrer ao aborto clandestino, muitas vezes com consequências nefastas para a própria mãe, o que se pretendia evitar. A pergunta que prevalece, no entanto, é: e será que há ainda alguém que julgue que um aborto, por legal que seja, por muito “bem” que corra, pode alguma vez deixar de ter consequências negativas para a mulher que aborta – tão frequentemente forçada pela família, por filhos mais velhos ciumentos, por um namorado impreparado…? Mas quem é que atende a essa mágoa? Provavelmente ninguém… a não ser aqueles que se opõem ao aborto e se compadecem das mulheres que a ele recorrem e se sentem depois defraudadas. Os que se opõem ao aborto são os mesmos que abrem depois os braços as mulheres que abortam… porque se não forem esses, mais ninguém o fará, pois quem as empurrou para lá acha que isso basta. Onde é que a lei protege aqui os cidadãos? Não protege: agride emocionalmente a mãe, mata fisicamente o filho.
Agora vem à baila outro tema: a legalização da venda das chamadas drogas leves. Acaba por ser anedótico. Quando os especialistas na matéria afirmam, perante quem os quiser ouvir, que um toxicodependente só se cura se lhe for vedado o acesso às drogas; quando surge – até nas primeiras páginas dos jornais, imagine-se! – com, alguma frequência, a notícia de mais e mais estudos que associam graves problemas de demência e do foro psiquiátrico ao consumo das drogas; quando aí se afirma algo que antes tendia a ser negado que é o facto de todas as drogas poderem criar dependência e gerar necessidade de aumentar a dose e de passar a substâncias mais fortes… quando está tudo isto a acontecer, como é que se pode pensar em legalizar a venda? O estado que o faça não está a garantir os direitos dos cidadãos, está a garantir apenas a diminuição das suas dificuldades em fazer cumprir a lei... E isso não, obrigado! Não é desse estado que precisamos.
Se caírem os preconceitos e se os factos forem olhados com objetividade e com humanidade, a lei do aborto vai ter de mudar e a venda das drogas – leves ou pesadas - nunca será legalizada. Queremos que deixem de ser destruídos os vinte mil bebés por ano nos hospitais portugueses. Queremos que haja investimento, pelo contrário, nos apoio às futuras mães e pais em dificuldades para criarem com orgulho o fruto do seu amor. Queremos que as próximas gerações cresçam em famílias que lhes deem razões para terem confiança na vida e que não precisem, por isso, de recorrer às drogas. Queremos que haja investimento no apoio aos pais e mães em dificuldades no acompanhamento do crescimento dos seus filhos.
Não queremos mais investimento na destruição emocional e afetiva do nosso povo – e isto não tem a ver com ordenados, tem a ver com estados de alma. Andamos todos a investir há muito tempo em muitas coisas. Está na hora de investir no maior tesouro que tanto temos desprezado – a nossa alma. Só nessa altura veremos a vida sorrir em cada nascer do sol, só nessa altura seremos capazes de reconhecer o bom que a vida nos dá e estaremos capazes de dar graças em cada pôr-do-sol.

Isabel Vaz Antunes

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