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EDITORIAL DE 15 DE MARÇO DE 2015

ELES E ELAS

O mês de março inclui duas datas de homenagem que integram sinais que podem parecer contrários entre si: o Dia Internacional da Mulher e o Dia do Pai. Porquê sinais contrários? Porque um nasceu no seio de lutas – essencialmente laborais e sociais - pelos direitos das mulheres - ao passo que o outro é marcado pelo exemplo de S. José, pela generosidade com que assumiu o seu papel de marido de Maria e Pai adotivo de Jesus. Ou seja, poderia pensar-se que um teria uma vertente algo egocêntrica, sendo o outro um paradigma da generosidade.
Bom, antes de continuar, é de fazer aqui uma ressalva importante: tem vindo a ser veiculada a ideia de que o facto de a escolha recair sobre o dia 8 de março teria a ver com a memória das mulheres que trabalhavam numa fábrica norte-americana e que morreram na sequência de um incêndio que aí deflagrou em circunstâncias que geram controvérsia. Se assim fosse, a escolha teria uma vertente macabra: entre tantas datas fantásticas para celebrar a mulher, para quê escolher uma memória assim? Mas parece haver, afinal, alguma dúvida quanto a essa versão. Ela ganhou força, com dúvidas acerca do ano – há quem aponte para 1857, há também quem diga que foi em 1908. O estranho é que, tanto num ano como noutro, o dia 8 de março foi…Domingo. Estranho, não é? Mesmo que o horário de trabalho fosse duríssimo – como sabemos que, de facto, era – será aceitável que na época as mulheres trabalhavam ao Domingo? Duvidoso. Ou será que estamos perante mais uma daquelas mentiras tão intensamente repetidas que passaram a ser vistas como verdades inquestionáveis?
Feito o parênteses, voltemos então ao fio da nossa reflexão. Só para dizer que, afinal, celebrar o dia 8 de março é quase o mesmo que celebrar o dia 19 de março. Porquê? Porque num se grita por liberdade, no outro se louva a responsabilidade. E vai, afinal, dar tudo ao mesmo – porque a liberdade consiste precisamente no assumir de responsabilidades.Todos concordamos que só tem direito à liberdade quem assume as suas responsabilidades. Mas quem não tem liberdade também não tem responsabilidades. E a quem não são atribuídas responsabilidades também acaba por não ter liberdade para decidir como as assumir. Confuso? Talvez. Mas o facto é que, no mês de março, estamos a celebrar o ser humano nas suas diversas vertentes.
A guerra dos sexos é uma coisa obsoleta entre nós. Há zonas do mundo onde parece ter ainda pertinência, mas mesmo aí as questões que se levantam vão muito além desta dicotomia, porque tem muito mais a ver com o respeito pela pessoa humana – homem, mulher, criança.
Que estes dias sejam um hino à liberdade, à responsabilidade, à generosidade no ser humano.

Isabel Vaz Antunes

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