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NO CENTRO DO NATAL

Como podemos ainda viver o Natal tão, tão pela rama?

Se os que mataram Jesus não sabiam o que faziam, nos dias de hoje, sempre que centramos o Natal no deslumbramento das luzes, dos petiscos, das prendas, da toilete… devíamos já saber – mas parece que não sabemos - o que estamos perder. Porque no final do petisco há uma digestão, no final da primeira semana de janeiro apagam-se as luzes, as prendas, só por si, hão de parecer sempre coisa pouca e a toilete há de estar fora de moda, estragar-se ou deixar de servir. A somar a isto, quando há tristezas a ensombrar-nos a vida, torna-se chocante toda esta alegria que, vista assim, parece tão fútil, tão vazia – e a tristeza é maior. Jesus, perdoa-nos, porque insistimos em não querer saber o que perdemos.
Impressiona também que haja ainda quem passe por esta Quadra sem quase dar por isso– um dia destes um jovem (não era uma criança) perguntou em que dia é o Natal!
Deus enviou o Seu Filho ao mundo há dois mil anos. Quis trazer à humanidade a Sua mensagem, transmiti-la de forma clara. Mostrar a todos o projeto fabuloso de felicidade que tem para nós…E quantas vezes parece que nem damos por isso! E nem nos apercebemos da imensa onda de alegria que inunda o mundo de quantos abriram o entendimento à Esperança que irradia deste dia! A questão é simples: para quem vive o Natal, há sempre um amanhã. Porquê? Porque Deus é Pai, o seu amor é infinito. E o seu perdão também: não nos exige o pagamento de multas, não nos envia para a prisão. Só pede que nos arrependamos, tenhamos a humildade de pedir perdão, que tentemos consertar os estragos que fazemos a quem nos rodeia. Que tenhamos sempre a noção de que nos podemos sempre aperfeiçoar. Pede que pautemos a nossa vida pelo amor – e isto não são balelas de escrita, é mesmo assim.
Imagina o/a leitor/a o efeito de uma população inteirinha a trabalhar para se aperfeiçoar enquanto ser humano, na esteira do amor e da generosidade que o Menino Jesus nos trouxe?É possível vislumbrar maior bem do que este?
Já somos muitos a caminhar para esse encontro de felicidade. Milhões e milhões por esse mundo fora. Mas o mundo precisa de mais homens e mulheres que coloquem o nascimento do Menino Jesus no centro do Natal. Em dois mil anos, já se sente o seu efeito (embora, por vezes, não pareça). Mas há ainda muito por fazer. Jesus trouxe a mensagem. Ela é, simultaneamente simples – o suficiente para tentarmos pô-la em prática de imediato – e complexa – e por isso, não tenhamos ilusões, há uma imensidão de informação e de vivências que ainda nos escapam e temos de ter a humildade de ir ao encontro delas. Podemos começar pelas homilias, na missa. A Missa do Galo… mas não só essa!
Cada um de nós terá de descobrir qual é o caminho para conhecer melhor a mensagem do Deus Menino. E é para começar já! Porquê? Porque só aí está a salvação do mundo, a de cada um de nós, a dos nossos filhos.
Fiquemos com a mensagem que o anjo levou aos pastores: “Não temais! Anuncio-vos uma Boa Nova que será grande alegria para todo o povo: hoje vos nasceu, em Belém, o Salvador, Cristo Senhor! Nasceu Cristo Senhor! Nasceu o Redentor! Aleluia! Aleluia! Já nasceu o Salvador!”

Isabel Vaz Antunes

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