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PELA PRIMEIRA VEZ, TOCARAM OS SEIS ÓRGÃOS, CONJUNTO ÚNICO NO MUNDO, DA BASÍLICA DE MAFRA

OS ORGANISTAS DESTE MEMORÁVEL CONCERTO FORAM: João Vaz; Rui Paiva; António Duarte; António Esteireiro (na foto), Margarida Oliveira e Isabel Albergaria

É difícil calcular com exactidão o número de pessoas que assistiram ao Concerto de Natal onde tocaram, pela primeira vez, os seis Órgãos da Basílica do Convento e Palácio de Mafra.
Mafra, na noite fria do dia 19, presenciou um movimento inusitado e pelas 21H30 teve início o anunciado e desejado Concerto.
Uns estimaram dois mil e outros cerca de três mil pessoas. As filas para a entrada na Basílica eram efectivamente extensas.
O conjunto dos seis órgãos, sem paralelo no Mundo, foi idealizado por D. João V, no entanto, quem tentou concretizar o sonho do Rei Magnânimo foi o seu bisneto D. João VI. As Invasões Francesas nunca permitiram totalmente a sua instalação.
O Director do Palácio Nacional, Mário Pereira, agradeceu a presença do Secretário de Estado da Cultura Elísio Summavielle, dos Presidentes da Assembleia Municipal e Câmara Municipal de Mafra, respectivamente, Joaquim Sardinha e Ministro dos Santos, Bispos da Diocese de Lisboa D. Anacleto Oliveira e D. Carlos Azevedo, Comandante da EPI, Ormonde Mendes, Filipe Nery, antigo Secretário de Estado da Cultura, e recordou que este restauro se iniciou no tempo da anterior Directora do Palácio Margarida Montenegro.
Tomaram a palavra o Presidente do Barclays Bank, Peter Mottek, o mecenas deste gigantesco restauro e o actual Secretário de Estado da Cultura.
Como se tratava de uma afinação dos dois últimos órgãos restaurados (Santa Bárbara e da Conceição) só tocaram, em simultâneo, um trecho tradicional “Es ist ein Ros’ ensprungen”, com harmonização de Michael Praetorius e arranjo para vozes iguais e seis órgãos por João Vaz.
Neste Concerto a primeira obra a ser escutada foi de Francisco Olivares (1778-1854) Verso de 8º tom para 2 órgãos, depois, tocaram de Joseph Mohr (1792-1848) / Franz Xaver Gruber (1787-1863) (Arranjo para vozes iguais de Bernard Kothe) – Stille Nacht.
Seguiu-se de W. Amadeus Mozart (1756-1791) a Fantasia em fá menor KV 594 (a 2 órgãos) e de Fr. José Marques e Silva (1782-1837) Te Deum (para coro e 2 órgãos).
No encerramento ouviu-se uma obra Tradicional (Arranjo para vozes iguais e 2 órgãos de João Vaz) Adeste Fideles.
A acompanharam os órgãos as “Voces Caelestes” e nos órgãos estiveram: João Vaz (órgão do Evangelho); Rui Paiva (órgão da Epístola); António Duarte (órgão do Sacramento); António Esteireiro (órgão de São Pedro d’Alcântara); Margarida Oliveira (órgão da Conceição) e Isabel Albergaria (órgão de Santa Bárbara).
A Direcção do concerto foi da responsabilidade do Maestro Sérgio Fontão.
Alguns dos seis órgãos históricos da Basílica de Mafra já foram tocados por vários organistas portugueses e estrangeiros, principalmente europeus e asiáticos.
Os quatro primeiros órgãos restaurados tocaram, em simultâneo e pela primeira vez, no Concerto de Natal de 2004.
Em 2007 repetiram, com outros temas, o Concerto os mesmos organistas João Vaz, Rui Paiva, António Duarte e António Esteireiro.
O organeiro que tem procedido a recuperação dos seis órgãos, financiada através do mecenas Barclays Bank, é Dinarte Machado.

Raul Veloso Portela
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